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INOVAÇÃO E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PAUTAM DEBATE SOBRE O FUTURO DA AUTOGESTÃO NO FÓRUM UNIDAS-SP

A UNIDAS promoveu nesta quarta-feira (12) o 7º Fórum UNIDAS-SP, que reuniu mais de 130 pessoas na Casa Natura Musical, em São Paulo (SP), entre lideranças, especialistas e representantes das autogestões. Sob o tema “Conexões que constroem o futuro”, o evento teve uma programação toda pensada para abordar a transformação das organizações diante da velocidade das mudanças tecnológicas, do avanço da inteligência artificial e da necessidade de novos modelos de cuidado.

A abertura oficial da edição ficou a cargo do superintendente da UNIDAS-SP, Alexandre Palácio, que dividiu o palco com os demais diretores da entidade no estado, Cícera Carvalho, Marcelo Callai, Júnior Pereira, Mauro Seixas e Ricardo Capeline. Palácio demonstrou todo seu orgulho de pertencer à autogestão e frisou que o modelo tem como objetivo principal cuidar do beneficiário. “Nenhum outro modelo de operadoras de planos de saúde tem o olhar que nós temos. Os nossos indicadores comprovam isso”.

O modelo que nos trouxe até aqui não nos levará adiante

A inovação foi o assunto central da primeira palestra do dia. Moderada por Cícera Carvalho, diretora técnica da UNIDAS-SP, a apresentação do investidor e empreendedor Sandro Valeri, fundador da Pulso Startups, chamou atenção ao contar o case do eVTOL, o “carro voador” que nasceu dentro da Embraer, uma empresa com 50 anos de história.

Além disso, ele provocou uma reflexão sobre a necessidade de reconhecer os limites dos modelos atuais, ampliar a capacidade de adaptação e construir organizações preparadas para criar o futuro, e não apenas reagir a ele.  “Independentemente do setor, a inovação deve sempre ser direcionada às pessoas, ela evolui com fatos e dados e precisa de estruturas e processos. Quando eu penso no futuro das autogestões, penso em tecnologias que possam reduzir o sinistro. Quais tecnologias o segmento pode oferecer que trarão um retorno favorável?”, questionou.

Inovação que sai do discurso e chega à prática

A agenda também jogou luz sobre a conexão entre as experiências de inovação em saúde e a realidade das autogestões. Com o presidente do Conselho Deliberativo da UNIDAS, Werner Dalla, como debatedor, Guilherme Rabello, head de Inovação do Instituto do Coração HCFMUSP, ressaltou que inovar deixou de ser um discurso aspiracional e se tornou uma competência estratégica.

“Inovação não é o projeto que chama atenção. É a competência que transforma problemas em valor”, definiu.  “Antes de avançar, as autogestões devem questionar se isso resolve um problema relevante, demostra valor mensurável, cabe na sua realidade e pode ser incorporado e escalado. É preciso entender qual problema precisa deixar de ser discutido e começar a ser transformado”, acrescentou.

Dalla, que também é presidente da Abertta Saúde, apresentou exemplos práticos da operadora e opinou que inovar deve começar com estratégia. “Ela caminha ao lado da eficiência no cuidado em saúde. Para isso, é importante que o modelo de negócio conte com processos simples, automatizados, transparentes, com custos competitivos e antecipando necessidades por meio de um time engajado”.

O futuro não se espera, ele se constrói

A Palestra Magna do 7º Fórum UNIDAS-SP foi conduzida por Rodolfo Chung, CEO da Memed. Com uma trajetória de liderança no Zé Delivery e na AB InBev, o executivo traçou um paralelo entre os papéis assumidos por negócios de grande escala e por startups no atual cenário da saúde. A moderação foi realizada por Júnior Pereira, diretor da Treinamento e Desenvolvimento da UNIDAS-SP.

“As organizações que liderarão o futuro do setor são aquelas capazes de desenvolver ecossistemas, construir parcerias estratégicas e colocar o cliente no centro das decisões. A tecnologia deve ser usada para diminuir os impactos da disparidade social na saúde, e não para exacerbar. Cabe as instituições consolidadas decidir se inovarão por conta própria ou se irão se associar a empresas mais ágeis, como as startups”, salientou. ​

Novas competências humanas, digitais e estratégicas para transformar o futuro

O encontro na capital paulista também contou com uma ilustre presença internacional: Andrea Iorio, autor do livro “Between You and AI” e professor da Fundação Dom Cabral. Em sua apresentação, ele discorreu sobre as competências cognitivas que diferenciam o ser humano das máquinas.

“A inteligência artificial já está sendo utilizada por uma grande parcela da população. Surge então a fase de como usá-la: substituir (IA por mim) é o oposto de potencializar (IA comigo), da mesma forma que ideia é o oposto de ação”, explicou. “Se todo mundo usa a mesma ferramenta, todo mundo terá uma produtividade muito semelhante. Ou seja, o que nos diferencia no mercado de trabalho é justamente a humanização. A IA já garante habilidades técnicas aos profissionais, mas ainda não existe tecnologia capaz de substituir as competências humanas e sociais”, finalizou.

Encerramento institucional

O 7º Fórum da superintendência paulista foi finalizado pelo presidente da UNIDAS, Mário Jorge, que agradeceu a todos os presentes, celebrou o engajamento dos membros da entidade na realização do evento e lembrou que inovar não é sinônimo apenas de novas tecnologias, mas faz parte da natureza humana.

“Vamos sair daqui rememorando a essência dos fundadores do modelo em que atuamos e com o compromisso de levar adiante inovações que façam a diferença para as pessoas. O que eu venho defendendo é um sistema de saúde acessível a todos os cidadãos brasileiros. E, nesse contexto, a autogestão tem vocação para ser a ser a melhor modalidade”, encerrou.

Mini Integra: vozes das filiadas

Com participação de Simone Mendes, gerente de Relacionamento na Vivest, e Tiago Rêgo, gerente de Saúde no Metrus, o Mini Integra abriu espaço para a troca de experiências e boas práticas entre as filiadas durante a 7ª edição do Fórum UNIDAS-SP.

Na palestra “IA na jornada do beneficiário:​ mais agilidade, mais conexão humana​”, Simone enfatizou que as operadoras precisam perceber que a IA ocupa uma posição central na transformação do atendimento. “O beneficiário está mais informado, mais conectado e mais exigente. No fim do dia, ele não se lembrará do algoritmo e, sim, de como foi atendido. O futuro de saúde suplementar não será definido por quem tiver mais tecnologia, mas por quem souber usá-la para gerar mais humanidade”.

Tiago Rêgo, por sua vez, falou aos presentes sobre a coordenação do cuidado como estratégia para sustentabilidade das autogestões. “Quando tratamos a atenção primária à saúde apenas como um mecanismo de controle de acesso, desperdiçamos seu maior potencial, que é coordenar o cuidado, construir vínculo, acompanhar o beneficiário ao longo do tempo e organizar uma rede assistencial que entregue valor”, afirmou.

Convidado especial do Mini Integra, Alexandre Bornschein, presidente da fabricante de farmoquímicos e farmacêuticos Catarinense, pontuou que o futuro da saúde começa antes da doença. “A necessidade da população mudou, e a indústria farmacêutica precisou evoluir junto. Saímos de uma demanda apenas por medicamentos para uma busca por fórmulas inteligentes e clean label, que traduzem o que há de mais atual na nutrição para apoiar cada pessoa a viver mais e melhor”.

O mediador Marcelo Callai, diretor de Integração da UNIDAS-OS, encerrou o painel estabelecendo uma relação entre as mudanças vivenciadas pela indústria farmacêutica, citadas por Bornschein, e pela autogestão. “Muitas operadoras existem há décadas e, cada vez mais, temos avançado na busca por oferecer soluções que sigam dentro do nosso propósito e que, ao mesmo tempo, permitam a adaptação às evoluções do setor de saúde”.

Conexão com os patrocinadores

O evento também foi marcado pela conexão com os principais patrocinadores do evento: Grupo Fleury, ISA Saúde, Trix Tecnologia Inteligente e Hospital Santa Catarina – Paulista.

O Grupo Fleury foi representado pela diretora comercial Andrea Kjekshus e pela líder de Negócios na Área da Saúde, Maria Carolina de Castro. Mediadas pelo diretor da UNIDAS-SP, Júnior Pereira, elas falaram sobre a gestão compartilhada colocada em prática pela instituição, na busca por ganho de escala, redução de custo de infusões e coordenação do cuidado do paciente.

Já a ISA Saúde levou ao palco o seu Chief Medical Officer, David Pares, que enfatizou como o uso de dados e da inteligência artificial pode ajudar a identificar pacientes que precisam de atenção e apoiar decisões antes que uma situação se agrave. A apresentação foi moderada pelo também diretor da UNIDAS-SP, Ricardo Vendittis.

A tecnologia antifraudes na saúde suplementar foi assunto na palestra de Marcos Soares, CEO da Trix Tecnologia Inteligente​. Em sua fala, ele discorreu sobre o cenário atual do setor, os prejuízos causados e as camadas capazes de barrar as fraudes dentro das operadoras, com destaque para a parceria entre IA e analistas treinados para aferir cada caso.

Por fim, o diretor-médico do Hospital Santa Catarina – Paulista, Renato José Vieira, palestrou sobre a sustentabilidade das autogestões, que, segundo ele, não será construída apenas com negociação de preços, mas com modelos assistenciais capazes de entregar melhores desfechos clínicos e uso pertinente dos recursos. A mediação ficou a cargo de Marcelo Callai.

Fonte: UNIDAS.

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